Um pouco de tudo de 2010

30 12 2010

Sem dúvidas, 2010 foi um ano que aconteceu mais coisas boas que o esperado, e terminou com saldo positivo. Como todos os anos têm seus altos e baixos, diria que teve muito mais altos do que nos anos anteriores.

Dizem que o ano começa só depois do carnaval. Eu concordo às vezes, mas outras não, pois você só tem férias em seu trabalho por no máximo 30 dias. O resto você tem que trabalhar. Por outro lado, antes do carnaval não aconteceu nada significativo a ponto de lembrar.

Não viajei no carnaval, mas fui ver o show do Fresno. Sim, aquela banda de rock, intitulada emo às vezes. Apesar de tudo ainda gosto do som deles. De resto, vi nos melhores momentos o meu Gaviões desfilar em São Paulo, só para cumprir a tradição.

Viva o Centenário do Sport Club Corinthians Paulista! Como eu poderia deixar de esquecer de tal fato importante para este ano que nos rendeu risos, vitórias, Ronaldo. Mereceu o primeiro lugar no brasileirão, mas ganhou o terceiro na última rodada. Tudo bem, temos a Libertadores pela frente.

Além do centenário do Timão, este ano tivemos o centenário do nascimento do sambista paulista e  meu conterrâneo Adoniran Barbosa, que nos rendeu um programa especial de rádio como trabalho no estúdio da UNIP e também, o centenário de Noel Rosa.

Como uma boa e exemplar jornalista, passei um sábado na Bienal do Livro que ocorreu no Anhembi, em São Paulo, com a minha amiga Lu. Andamos muito, vimos famosos, celebridades, livros. Encontramos lá até o Leandro do KLB, em puro auge na campanha eleitoral para deputado estadual, e aproveitamos para tirar uma foto com ele.

Este ano também foi marcado por shows internacionais. Em qualquer data, bandas e cantores marcavam suas turnês passando pelo Brasil e os ingressos acabavam rápido. Foi árduo de conseguir um lugar em algum show. Neste ano, fui ao primeiro festival de rock no país, que é a primeira edição do SWU Brasil, Starts With You, que teve duração de três dias na Fazenda Maeda em Itu, interior de São Paulo, e se apresentaram em torno de setenta atrações.

No SWU, teve a apresentação de bandas como Rage Against the Machine, The Pixies, Sublime With Rome, Dave Matthews Band, Kings of Leon, Incubus, Cavalera Conspiracy, Linkin Park, Avenged Sevenfold, Queens of the Stone Age, entre outros. Fui no dia do metal para ver basicamente Linkin Park e Avenged Sevenfold, mas acabei morrendo de amores pelo QOTSA. Foi indescritível esse dia com a galera. Foi demais ver minhas bandas preferidas bem na minha frente, e bem ao lado da minha casa. Um sonho que se tornou realidade.

Ainda sobrou tempo de ir para a praia no feriado de Novembro, e foi a primeira vez que eu acampo, e amei! Ficamos nas praias de Itaguá, Tenório, Vermelhina e Praia Grande em Ubatuba. Nadei no fundo do mar, comemos muito camarão, fizemos uma cabana para nossas barracas, rodízio, passeios, caminhamos nas pedras, curtimos a natureza.

Típico para um ano par para os supersticiosos, por um ano de eleições e Copa do Mundo, apesar da derrota da seleção na Copa, o ano foi mais tranquilo e com muitas energias positivas, bem como as energias serão para o próximo ano que está chegando.

Daniele B. Rodrigues





A botânica desaportuguesada

30 09 2009

Sexta-feira, dia dos alunos do curso de Comunicação Social dos 4º Semestres entrarem no mundo dos números através da aula de Estatística. Mas, nessa mesma sexta-feira, uma das minhas melhores amigas, a Luana, completou seus 21 anos e fui convidada pela minha outra amiga, a Carol, para assistir uma aula no curso delas.

Elas estão também no 4º Semestre do curso de Ciências Biológicas e naquele mesmo dia, elas iam para o laboratório de biologia para a aula de botânica. E eu fui, prestei atenção na aula e ajudei as minhas amigas com as “lâminas”.

Como boa jornalista, não poderia deixar de prestar atenção aos textos fornecidos pela professora aos alunos, e reparar o quão confusos gramaticalmente e semânticamente eles estavam. “Ela é bióloga, e não uma jornalista ou linguista”. Eu pergunto, e daí? Todo professor, que está completando o doutorado como é o caso dela, tem a obrigação de apresentar um texto coeso e coerente, explicando as idéias de uma forma clara e não repleta de vírgulas, sem a interrupção respeitando o entendimento do texto em todos os sentidos.

Se a professora não passar a mensagem correta no papel e na explicação, nós não saberíamos se era para cortar o caule do “Guaco” em transversal ou longitudinal. Usando os termos da biologia, que na visão dos biólogos, são complexos por si só, não precisando de um contexto para inserí-los nem na explicação do conceito.

O resultado foi uma jornalista que aprendeu a cortar o caule e ver o xilema e o floema da planta pelo microscópio, mas não com tanta prática assim quanto eles. Sorte que eu não vou precisar decorar todos aqueles nomes científicos, procedimentos de pesquisa com plantas e ler aqueles textos, pois eu não ia entender nada mesmo. Eis que surge um futuro profissional da educação com deficiências em sua própria linguagem.





As lembranças guardadas nos chips

9 07 2009

Remexendo em minhas matérias dos vestibulares e ensino médio, encontrei um texto um pouco antigo que saiu na Folhateen, mas que cabe ainda para os dias atuais. Reflita.

Um mundo sem memórias

Estamos correndo um grande perigo. Vamos virar uma geração sem memória. Pense bem. Qual foi a última vez que você revelou uma foto? Que ficou arrumando um álbum de fotografia? Que leu uma carta de amor? Quem é que vai se lembrar, no mundo digital, do que aconteceu na semana passada? Nossas memórias estão perdidas entre milhares de pixels e posts simplórios.

Hoje, quando uma foto fica ruim, você deleta. Ou seja, você não tem mais fotos ruins, aquela em que você estava com uma papada ou com um olhar de quem não sabia o que fazer.

A partir desta nova era, quase todas as fotos mostrarão os melhores momentos da humanidade. Mesmo que você esteja chorando, vai ser um choro incrível que você acha que deve ser guardado para a posteridade e publicado num fotolog.

Aquela foto que mostrava que você realmente era uma miserável irá parar no “deleted itens” com todas as suas imperfeições. Você não irá ocupar o seu cartão de memória com isso!

Fotos podem ser rasgadas, mas raramente fazemos isso. Preferimos escondê-las, e com o único objetivo, que elas sejam reencontradas em algum momento. Nuna mais vamos poder ficar rindo das poses horríveis que fizemos.

O mundo ficou mais sem graça.

Sim, o furor tecnológico nos leva a expor nossas vidas em blogs e scraps. Mas são nossas vidas cuidadosamente editadas por nós, protagonistas narcisistas. Não temos mais cartas de amor. Sim, existem os e-mails. Mas um dia seu computador dará pau e eles estarão perdidos. Adeus caixas com nossas memórias e bilhetes amassados.

Na época das cartas, você podia relê-las e se lembrar daquele pé na bunda que tomou. Sim, você pode guardar suas histórias de amor e desilusão num chip. Mas não vai ter aquele papel com escrita borrada porque você leu chorando.

O mundo ficou menos triste.

Isso sem falar dos aditivos das baladas, que fazem com que as pessoas façam de tudo e esqueçam tudo.

E naquele dia que você tomou umas a mais e esqueceu os acontecimentos da noite anterior? Bom, aí você pode esquecer os micos! E daquele pretê horrível que você agarrou, quando estava dançando possuída. Até que uma amiga te manda uma foto digital por e-mail!

E aí… você deleta.

Jô Hallack, Nina Lemos e Raq Affonso





A falta de iniciativa do Oriente Médio

14 06 2009

Leia o artigo do escritos Thomas L. Friedman na íntegra aqui, que também foi traduzido e inserido no jornal impresso do Estado de São Paulo.

Obama on Obama: a análise dos fatos

O artigo do escritor Thomas L. Friedman, que escreve no The New York Times, aborda o assunto sobre a visita do presidente norte-americano Barack Obama no Oriente Médio. O assunto se inicia com uma joke sobre um judeu que quer ganhar na loteria, mas não compra o bilhete. Esta, sem dúvidas, é uma metáfora do que acontece na realidade da região.

Em conversa com o Obama, ele explica sobre sua visita ao Cairo, capital do Egito, na qual pretende estabelecer uma posição para a diplomacia americana em relação aos países árabes. Os governantes desses paises tem que dar um passo à frente, que tomem iniciativa para realmente ajudar a população, resolver seus problemas e agir às claras, sem dizer uma coisa em público e proceder de outra forma em portas fechadas.

Em relação à questão da palestina, Obama diz que “há muitos países árabes que temem mais o Irã do que Israel”, pelo país estar desenvolvendo armas nucleares. Israel, além de não produzir nenhum benefício para seu povo, não adotou uma autoridade moral. Muito dos países árabes só usaram a demagogia na questão palestina, mas nenhuma se propôs disponibilizar verba para ajudar de fato.

Obama esclareceu que mesmo com a mensagem anti-americanismo do Irã, irá citar o combate ao terrorismo, implicando em mudar a mentalidade e os corações das pessoas por meio da verdade e do diálogo. Apesar de não puderem implicar uma mudança, os Estados Unidos estão dispostos à trabalhar em conjunto com seus líderes e receber o apoio de seu povo.

O pensamento anti americano entrou na cabeça da população do Oriente Médio, porém o conhecimento de Barack Obama pode gerar uma confusão na mente deles. O presidente fala como se conhecesse o povo, é parecido com eles e tem um nome semelhante muçulmano, mas é o líder dos líderes que prega a liberdade; na qual o povo não chega nem perto dela. Paira, então, uma dúvida que pode desconcertar a população oriental e não se sabe como isso vai terminar. DBR





A primeira fase

20 12 2008

Era dia 16 de dezembro e estava quase dormindo na frente do computador até meia noite para esperar o resultado mais esperado do ano. Mesmo sabendo que o resultado sairia em horário comercial do dia seguinte, resolvi arriscar para ver se eu tinha alguma sorte de saber a tão esperada aprovação e se minha ansiedade ia ser finalmente finalizada. Fui dormir com aperto no peito.

No dia seguinte, fui trabalhar como de costume, mas meus pensamentos estavam focados quase por inteiro só num site da internet. Há três anos eu sei como é a vida de vestibulanda. Porém, neste ano, eu fiz mais do que uma vida, com a não aprovação nas universidades públicas ano passado que fiz cursinho, fui parar no curso de jornalismo. O sonho de estudar numa pública permaneceu.

Portanto, neste ano fui proletária, universitária e vestibulanda ao mesmo tempo! Sim, disse que fiz mais de uma vida e não me arrependo. Na faculdade atual conheci pessoas maravilhosas e amigas de verdade, no meu trabalho convivemos muito bem e adoro cada um que descobri algo de maior e no vestibular? Não sei também, a única coisa que sei é que eu não estudei nada, não pratiquei muito redação narrativa e estava absolutamente sem tempo para me dedicar aos estudos dos cursinhos, já que estava muito atarefada com o projeto jornalístico do segundo semestre.

Mas, voltando ao assunto da ansiedade…

Cheguei eu ao trabalho já com uma página da internet aberta desde às oito da matina. Esta permaneceu aberta e sendo atualizada arduamente até às nove horas, quando finalmente saiu o resultado. Só acreditei que fui aprovada para a segunda fase da Unicamp no curso de Lingüística quando eu li o local de prova.

Após tanta luta para passar, pelo menos numa fase, pagando metade do valor do vestibular por ter conseguido uma taxa de isenção e estar com os livros das matérias do ensino médio já na geladeira pelo ano todo somente com as provas de jornalismo na mente, me considero uma vitoriosa. Fiquei, contudo, muito surpresa por ter sido uma das pessoas da parcela de 50% dos candidados que foram selecionados e por ter tido a nota superior a 45 pontos sem ter encostado meus dedos nos livros.

É claro que a segunda fase tende a ser muito pior, até mesmo pela quantidade baixa de vagas disponíveis, pela competência dos meus concorrentes e pelo pouquíssimo tempo que terei para me preparar até o dia 11 de janeiro. O importante é que mesmo nas três vidas que levei este ano e confesso, mais algumas no meio, o final do ano me trouxe essa surpresa muito boa. Finalmente posso concorrer novamente para entrar numa das melhores Universidades do Brasil e sentir o gosto de estar numa maratona de duas provas diárias durante 4 dias na Unicamp.

Minha mãe me disse um dia que minha vida é guiada pela persistência e que isso vou levar comigo até finalmente achar o que realmente eu mereço. Agora é esperar para qual lado serei guiada!

Por: Daniele Rodrigues

Baseado no resultado da primeira fase do vestibular da Unicamp, que saiu no sistema dia 17/12 cuja véspera eu já estava infartando. Baseado também no infortúnio de ter sido aprovada sem encostar nos livros.





Sempre com as portas abertas

20 09 2008

Uma vez eu li num edital feito pelos alunos da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, uma crítica intitulada “Upa! 364 dias com as portas fechadas”, que mostra a deficiência do evento anual Unicamp de Portas Abertas, cujo objetivo é de apresentar os cursos de graduação oferecidos pela universidade aos vestibulandos. Afinal, qual seria o motivo da revolta do grupo, se as pessoas podem fazer as pesquisa e descobrirem para que são aptas?

Esta cartilha eu achei perdida no ano passado, numa mesa distante dos alunos em seus respectivos postos de explicações no ginásio poliesportivo da universidade. Cabe à eles, além de estudar numa das melhores universidades, prezarem o ensino que recebem e estímulo à pesquisa. Além disso, o programa que é feito todo ano é novidade dentro das instituições públicas de ensino. A Universidade é a pioneira a estimular a ida dos estudantes para ingressar num dos campus, sendo assim, este é o verdadeiro objetivo do UPA.

Este ano, não vi mais esse tipo de informação correndo pelos estandes do ginásio. Fizemos uma análise das apresentações e os alunos mostraram-se bem interessados no que estavam explicando, observamos também a participação assídua dos alunos. Havia pessoas de perto da cidade até de outro estado brasileiro, vários ônibus fretados e jovens se perdendo dentro do imenso campus de Campinas. A Unicamp sempre foi fantástica…

Em três anos de participação nos UPA’s, percebi que o ensino nunca perde sua credibilidade e mostra um aluno atento e preparado para avançar no mercado, em exemplo os estudantes de Midialogia. Eu e uma amiga fomos à uma palestra sobre fotografia. Além de prestar atenção nas fotos expostas e comparar às que o nosso professor nos ensinara, pudemos perceber que mesmo alguns estando no primeiro ano (e eu também), eles possuem uma carga muito grande de informação, até por isso se tornam professores rapidamente. Eu particularmente gostei muito da explicação dos alunos do curso semelhante ao meu, mas parece que ele não gostou muito quando revelei que eu era estudante de Jornalismo…

Da próxima vez estão convidados para ir comigo participar das análises do UPA comigo. E então, aproveitamos para vislumbrar um punk lindíssimo que faz história e tomar um café (ou comer um X-Salada) na Cantina da Filosofia. Quem sabe no ano que vem que serei corpo discente do IEL, não é?

Os economistas me divertem
Outra parte importante para se mencionar é a participação numa das palestras mais “noiadas” e engraçadas da minha vida. Um estudante de economia da universidade, que por acaso também está fazendo mestrado, explicou com simplicidade e clareza as noções básicas do que é o curso. É claro que eu nunca pensei em fazer isso, mas vendo pelo ângulo que “mercado” são as pessoas e que “pessoas não podem ser deduzidas em números” é até interessante se pensar na possibilidade remota de estudar só um pouco. Entendeu? Então foi aproximadamente assim sua palestra.

Por: Daniele Rodrigues
Baseado no passeio pela Unicamp no evento UPA, em 13/09/08.