O primeiro festival de música ninguém esquece

19 10 2010

O SWU Music and Arts Festival – nome em inglês que significa “Começa Com Você” em português – aconteceu nos últimos dias 9, 10 e 11 de Outubro na Fazenda Maeda, na cidade de Itu, no interior de São Paulo. A primeira edição do festival trouxe a ideia de promover a atenção das pessoas na sustentabilidade e tudo o que a envolve, desde o reaproveitamento e reciclagem de materiais até a exploração de diferentes fontes para fornecimento de energia.

Muitas ideias utilizadas antes, durante e depois do festival foram válidas, porém outras muito criticadas no que diz respeito aos patrocinadores, ausência de cestos de lixo na Arena Maeda e a sujeira que ficou o local depois de uma maior movimentação. É inevitável dizer que ocorreram falhas sim no quesito do objetivo do festival, mas foi possível ver as turbinas eólicas ao entrar no evento e pessoas pedalando as bicicletas ao lado da roda gigante para gerar energia para carregar o celular.

Ao olhar de um lado: fila para comer na praça de alimentação ao lado da tenda Greenpeace de música eletrônica, fila para ir ao banheiro e fila para pegar fichas. Do outro lado, fila para andar na roda gigante; e um pouco mais pra trás, a insuperável e imensa fila para entrar. Há relatos de espera de até 4 horas para adentrar o festival. Foi uma falha da organização sim, mas os colaboradores fizeram de tudo para agilizar o atendimento. Ainda assim, a fila da entrada gerou muitas críticas, assim como para quem foi tomar um banho no camping de 7 minutos esperou mais de 2 horas.

Por outro lado, o que roubou a cena mesmo no SWU foi a qualidade das bandas e cantores que participaram do evento tocando nos palcos água, ar e Oi Novo Som. Nomes como Rage Against the Machine, Dave Matthews Band, Pixies, Linkin Park, Queens of The Stone Age, Avenged Sevenfold, Joss Stone, Cavalera Conspiracy, Los Hermanos e Kings of Leon passaram pelos palcos mais comentados na mídia atual. Aos amantes do rock’n’roll, do metal ao indie, o SWU não deixou a desejar.

De fato, organizar um festival dessa grandiosidade no Brasil não é fácil, mesmo tendo como molde os padrões dos festivais internacionais, a cultura é diferente, as atitudes são diferentes. Tudo isso trouxe e ainda trará muitas lembranças aos que estavam presentes.





Papel da cultura erudita para a cultura brasileira atual

16 05 2010

  Segundo o dicionário, o termo “cultura” é definido por aquilo que uma pessoa sabe, conhecimento e costumes de um povo ou comunidade, e ação de plantar algo. Alguns especialistas definem as vertentes de cultura com o que lhe é oferecido, como os programas de televisão para a massa, costumes de um determinado povo para uma comunidade e a cultura letrada para a classe média alta.

   A cultura elitista, intitulada como erudita, é oferecida para as pessoas de maior poder aquisitivo e que podem consumir os produtos que exploram o clássico e as artes, como revistas caras, acesso a livros que acrescentam conhecimento, freqüência em peças de teatro, cinema e intelectualidade para entender o que lhe é proposto na TV aberta e TV a cabo.

   De acordo com intelectuais, a cultura erudita é oposta à cultura de massa, uma vez que a segunda oferece ao público uma só idéia e quem escolhe a programação é a própria mídia por questões mercadológicas, ligadas principalmente à ascensão econômica das pessoas. A cultura erudita é ainda mais próxima à cultura popular, mas o que as diferencia é que a popular se passa por tradição familiar ligada ao local onde vivem, e não é aprendida em academias ou escolas.

   Porém, cada vez mais a cultura erudita está atingindo diferentes públicos da sociedade brasileira. Pode-se confirmar sua inserção na vida dos brasileiros através da maior facilidade em encontrar programas de televisão que desperte a vontade de estudar sobre um determinado assunto que gere diferentes conhecimentos, como o propósito da TV Cultura e Futura, e também o baixo valor para entrar em Museus e Centros Culturais. Sem contar que alguns deles podem entrar gratuitamente, como é o caso da CPFL Cultura, eventos da Fnac, Itaú Cultural, Caixa Cultural, que promovem palestras, debates, exposições, entre outros.

   Em várias localidades é apresentado nos grandes pátios Orquestras Sinfônicas abertas para o público, festivais de músicas e diferentes eventos promovidos pela Secretaria da Cultura das prefeituras. Universidades também promovem eventos culturais e científicos. Já as editorias consideradas como “precursoras” da cultura erudita, ainda estão pouco acessíveis para a maioria da população por seu valor final, porém os maiores jornais do Brasil são de mais fácil acesso.

Desta forma, a cultura erudita está abrindo espaço para todos os públicos na sociedade brasileira e trazendo a arte não só para o consumo, mas também para o conhecimento das pessoas. Basta a sociedade ter interesse em procurar algum desses locais para começar a vivenciar esse diferente tipo de conhecimento e acrescentar valores, fazendo com que cada um reflita sobre o que tem para aprender, e não mais somente o que lhe é oferecido.

Daniele Barquilia Rodrigues