A primeira fase

20 12 2008

Era dia 16 de dezembro e estava quase dormindo na frente do computador até meia noite para esperar o resultado mais esperado do ano. Mesmo sabendo que o resultado sairia em horário comercial do dia seguinte, resolvi arriscar para ver se eu tinha alguma sorte de saber a tão esperada aprovação e se minha ansiedade ia ser finalmente finalizada. Fui dormir com aperto no peito.

No dia seguinte, fui trabalhar como de costume, mas meus pensamentos estavam focados quase por inteiro só num site da internet. Há três anos eu sei como é a vida de vestibulanda. Porém, neste ano, eu fiz mais do que uma vida, com a não aprovação nas universidades públicas ano passado que fiz cursinho, fui parar no curso de jornalismo. O sonho de estudar numa pública permaneceu.

Portanto, neste ano fui proletária, universitária e vestibulanda ao mesmo tempo! Sim, disse que fiz mais de uma vida e não me arrependo. Na faculdade atual conheci pessoas maravilhosas e amigas de verdade, no meu trabalho convivemos muito bem e adoro cada um que descobri algo de maior e no vestibular? Não sei também, a única coisa que sei é que eu não estudei nada, não pratiquei muito redação narrativa e estava absolutamente sem tempo para me dedicar aos estudos dos cursinhos, já que estava muito atarefada com o projeto jornalístico do segundo semestre.

Mas, voltando ao assunto da ansiedade…

Cheguei eu ao trabalho já com uma página da internet aberta desde às oito da matina. Esta permaneceu aberta e sendo atualizada arduamente até às nove horas, quando finalmente saiu o resultado. Só acreditei que fui aprovada para a segunda fase da Unicamp no curso de Lingüística quando eu li o local de prova.

Após tanta luta para passar, pelo menos numa fase, pagando metade do valor do vestibular por ter conseguido uma taxa de isenção e estar com os livros das matérias do ensino médio já na geladeira pelo ano todo somente com as provas de jornalismo na mente, me considero uma vitoriosa. Fiquei, contudo, muito surpresa por ter sido uma das pessoas da parcela de 50% dos candidados que foram selecionados e por ter tido a nota superior a 45 pontos sem ter encostado meus dedos nos livros.

É claro que a segunda fase tende a ser muito pior, até mesmo pela quantidade baixa de vagas disponíveis, pela competência dos meus concorrentes e pelo pouquíssimo tempo que terei para me preparar até o dia 11 de janeiro. O importante é que mesmo nas três vidas que levei este ano e confesso, mais algumas no meio, o final do ano me trouxe essa surpresa muito boa. Finalmente posso concorrer novamente para entrar numa das melhores Universidades do Brasil e sentir o gosto de estar numa maratona de duas provas diárias durante 4 dias na Unicamp.

Minha mãe me disse um dia que minha vida é guiada pela persistência e que isso vou levar comigo até finalmente achar o que realmente eu mereço. Agora é esperar para qual lado serei guiada!

Por: Daniele Rodrigues

Baseado no resultado da primeira fase do vestibular da Unicamp, que saiu no sistema dia 17/12 cuja véspera eu já estava infartando. Baseado também no infortúnio de ter sido aprovada sem encostar nos livros.

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