Sexta-feira, dia dos alunos do curso de Comunicação Social dos 4º Semestres entrarem no mundo dos números através da aula de Estatística. Mas, nessa mesma sexta-feira, uma das minhas melhores amigas, a Luana, completou seus 21 anos e fui convidada pela minha outra amiga, a Carol, para assistir uma aula no curso delas.
Elas estão também no 4º Semestre do curso de Ciências Biológicas e naquele mesmo dia, elas iam para o laboratório de biologia para a aula de botânica. E eu fui, prestei atenção na aula e ajudei as minhas amigas com as “lâminas”.
Como boa jornalista, não poderia deixar de prestar atenção aos textos fornecidos pela professora aos alunos, e reparar o quão confusos gramaticalmente e semânticamente eles estavam. “Ela é bióloga, e não uma jornalista ou linguista”. Eu pergunto, e daí? Todo professor, que está completando o doutorado como é o caso dela, tem a obrigação de apresentar um texto coeso e coerente, explicando as idéias de uma forma clara e não repleta de vírgulas, sem a interrupção respeitando o entendimento do texto em todos os sentidos.
Se a professora não passar a mensagem correta no papel e na explicação, nós não saberíamos se era para cortar o caule do “Guaco” em transversal ou longitudinal. Usando os termos da biologia, que na visão dos biólogos, são complexos por si só, não precisando de um contexto para inserí-los nem na explicação do conceito.
O resultado foi uma jornalista que aprendeu a cortar o caule e ver o xilema e o floema da planta pelo microscópio, mas não com tanta prática assim quanto eles. Sorte que eu não vou precisar decorar todos aqueles nomes científicos, procedimentos de pesquisa com plantas e ler aqueles textos, pois eu não ia entender nada mesmo. Eis que surge um futuro profissional da educação com deficiências em sua própria linguagem.
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